segunda-feira , 30 novembro 2020

Tratamento brasileiro elimina vírus HIV em paciente

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), coordenado pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz, conseguiu eliminar o vírus HIV de um paciente que vivia com o vírus há sete anos.

A pesquisa foi realizada com pessoas que estavam com o vírus indetectável ou seja pessoas que têm a carga viral baixa e não transmitem a doença. O estudo, que iniciou-se em 2013, selecionou pessoas que viviam com o vírus indetectável e que estavam tomando os coquetéis.

“A gente intensificou o tratamento. Usamos três substâncias no estudo, além de criar uma vacina”, conta Diaz. Foram usadas combinações variadas de remédios, além de uma vacina produzida com o DNA do paciente.

Segundo o infectologista, a próxima fase do estudo deve contar com 60 pessoas e vai incluir mulheres como voluntárias, a primeira fase contou apenas com homens. A pesquisa está paralisada por causa da pandemia do novo coronavírus no país.

Em entrevista a CNN, o paciente com o vírus eliminado, que preferiu não se identificar, mostrou o teste para diagnóstico do HIV realizado este ano, onde constava que ele tinha amostra não reagente para HIV. “Eu me sinto livre”, diz.

Até hoje, dois casos de cura da Aids foram reconhecidos pela comunidade científica: Timothy Ray Brown, conhecido como “paciente de Berlim”, e Adam Castillejo, conhecido como o “paciente de Londres”. Em ambos, eles foram submetidos a um transplante de medula óssea. Por uma mutação rara, eles ficaram livres do vírus HIV.

A doença no mundo

Segundo a Unaids, programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, até dezembro de 2018, havia cerca de 37,9 milhões de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV. Destas, cerca de 79% conheciam seu estado sorológico positivo para HIV, ou seja, já tinha sido diagnosticadas. Isso significa que cerca de 8,1 milhões de pessoas ainda não tinham conhecimento de que estavam vivendo com HIV (não haviam feito o teste para o diagnóstico).

Ainda segundo a Unaids, 32 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS. Desde 2010, a mortalidade relacionada à Aids caiu 33% em grande parte graças à evolução do tratamento antirretroviral e ao maior acesso destas pessoas ao tratamento.

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