segunda-feira , 30 novembro 2020

Menina de 11 anos que denunciou estupro em Nova Olinda estava se mutilando: ‘Não suportava mais’

A conselheira tutelar que atendeu uma menina de 11 anos em Nova Olinda, no norte do Tocantins, conta que a criança estava se mutilando porque não aguentava mais ser abusada pelo próprio pai. O suspeito de 45 anos foi preso nesta segunda-feira (17) pela Polícia Civil. Um tio da vítima e dois amigos da família também são suspeitos de abusar da menina.

“A adolescente, emocionalmente, demonstrava estar muito abalada. Ela relatou que já estava se mutilando porque não suportava mais aquela situação”, contou a conselheira, que pediu para não ser identificada.

A própria vítima procurou o Conselho Tutelar de Nova Olinda, no mês de julho, para denunciar o caso. O delegado Felipe Crivelaro, que cuida da investigação, contou que a menina passou por exames que confirmaram o estupro.

“A vítima foi submetida a exame de corpo de delito, no qual atestou positivo para conjunção. Então, a partir daí nós demos um foco na investigação, aceleramos as investigações”.

A prisão preventiva do pai da menina foi autorizada pela Justiça após o suspeito fazer ameaças para as conselheiras da cidade. “O principal suspeito, que seria o pai, proferiu algumas ameaças às conselheiras tutelares e como elas são eventuais testemunhas de uma ação penal nós decidimos representar pela prisão preventiva do suspeito”, afirmou o delegado.

Segundo a conselheira, o homem afirmou que iria fazer uma besteira contra os conselheiros e depois iria embora da cidade. “A gente fica um pouco apreensivo porque o trabalho do Conselho Tutelar é um trabalho que já coloca os conselheiros em situação de risco porque trabalhamos com denúncias e sempre a parte acusada passa por essa situação mesmo de revolta”, contou a conselheira.

O suspeito foi levado para a Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA). Os outros três homens supostamente envolvidos no caso estão sendo investigados, mas não foram presos.

Nova Olinda tem 12 mil habitantes e segundo o Conselho Tutelar da cidade há outros quatro casos de estupros sendo investigados. A maioria deles envolve familiares. Em dois deles os conselheiros precisaram fazer boletins de ocorrência na Polícia Civil por serem alvos de ameaças.

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